O porquê do “Peixe da Planície”

Fermoy Fish • Eo na Mainistreach • Peixe da Planície

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O brasão de Fermoy, com dois peixes (salmões).

Estes três apelidos aparecem no título deste blogue, mas imagino que tem muita gente que não conhece as origens deles. Assim sendo, deixe eu explicar!

Inglês: Um dia após minha travessia a nado de Crosshaven a Blackrock, um jornal local me descreveu como Salmon Boy (“menino-salmão” em inglês). Eles me chamaram de “salmão” porque o sentido do nado (do mar para o rio) os fez lembrar do salmão-atlântico (Salmo salar) nadando rio acima às zonas de desova para completar seu ciclo de vida. Esta espécie tem muita importância cultural e econômica na Irlanda, inclusive na minha cidade natal de Fermoy nas margens do Rio Blackwater, onde ela ocupa um lugar de destaque no brasão da cidade. Acho que eles referiram a mim como Boy porque, naquela época, eu era um boy mesmo (só tinha 15 anos de idade). Mesmo assim, muita gente começou a me chamar de Fermoy Fish em vez de Salmon Boy – fiquei grato que as pessoas cometeram esta corruptela, pois achei que este último carregou um tomzinho de desrespeito. De qualquer jeito, foi o Fermoy Fish que ficou…

Evening Echo Crosshaven to Blackrock

O artigo na edição do Evening Echo no dia 29 de agosto de 2008 em que fui chamado pela primeira e, infelizmente, não a última vez de Salmon Boy.

Irlandês: De acordo com o tema de peixes, eo é uma velha palavra da língua irlandesa que significa “salmão” – An tEo Fis ou, mais contemporaneamente, An Bradán Feasa (“O Salmão da Sabedoria” em português) é um símbolo nacional de conhecimento. Para se referir à minha cidade natal, então: O nome irlandês da cidade é Mainistir Fhear Maí, que significa “Mosteiro dos Homens da Planície”, e o gentílico da cidade é “Mainistreach”. Então, Eo na Mainistreach quer dizer “Salmão do Mosteiro (no sentido gentílico)”.

Flóirín 1928

O salmão na moeda do flóirín (dois xelins) do então Estado Livre Irlandês em 1928. Este lindo peixe permaneceu em nosso dinheiro até a introdução do euro (€) em 2002.

Português: “Peixe” não precisa de mais explicação. A lógica de usar “da Planície” em vez de um dos gentílicos estabelecidos da minha cidade talvez não seja tão óbvia assim, mas calma aí que explico! Lembre-se que o nome irlandês da minha cidade significa “Mosteiro dos Homens da Planície” (e não o que se diz na Wikipédia)… Daí, fique sabendo que minha única conexão com a língua portuguesa é que meu namorado é Campista, ou seja, ele é de Campos dos Goytacazes, uma cidade histórica na planície goitacá. Então, escolhi o apelido “Peixe da Planície” como um jeito bonitinho de reconhecer nossas duas cidades natais em uma palavra só. Além disso, a primeira consoante e a última vogal de “Planície” refletem as de “Peixe”, fazendo com que o “Peixe da Planície” seja um pouco mais memorável.

Campos dos Goytacazes por Owen O'Keefe

Campos dos Goytacazes – RJ. (Foto: Owen O’Keefe)

Espero que, após ler esta publicação, o título meio-estranho deste blogue faça um pouco mais sentido para vocês meus leitores. Por favor, continuem o seguindo para ver todas as atualizações quanto às minhas provas na disciplina das maratonas aquáticas, além de mais postagens como esta! (Eu sei que é um pouco chato esta maneira de publicar aleatoriamente, então se você quiser receber notificações quando eu publicar algo novo só é preciso clicar em Subscribe no canto superior direito…)

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Time to meet the crew

Despite the heavy snowfall and freezing temperatures of the last two days, we finally made it as far as Frankfurt, Germany. As we are sitting here in the airport, trying to kill time while waiting for our flight to Rio tonight, I think that now is as good a time as any to introduce my support team for my upcoming Leme to Pontal swim. Apart from the pilot, his/her crew and the official observer from the Leme to Pontal Swimming Association, my support team is as follows:

IMGP4216Spearheading the operation will be my boyfriend, Wagner Hernandes, who has supported me for many of my training swims this summer, including my 6-hour qualifying swim at Sandycove during the Cork Distance Week. He helped to keep myself and a dozen or so other swimmers fed and encouraged for that particular swim, so managing my feeds etc. during Leme to Pontal will be no bother to him! Wagner will also manage communication between myself and the support boat.

WylliamI’m delighted that Wagner’s brother, Wylliam, will also be able to join us for this swim. Wylliam is studying nutritional sciences in his and Wagner’s hometown of Campos dos Goytacazes, in the north of the State of Rio de Janeiro, so he will be carefully observing to make sure that I am getting the most from my feeding plan. Wylliam will also be sending out some of the updates (in Portuguese) for those watching online.

AmyAnd last but certainly not least, my sister, Amy, will also be on the boat and will be doing an undoubtedly fantastic job of managing the GPS tracker and social media, including Facebook, Twitter and Instagram (I will post links to exactly which accounts she will be posting from once we’ve decided them). I’m very happy that this will be Amy’s first experience of crewing for a marathon swim and I hope that she will see for herself how beautiful our sport is.

Once we are all together in Rio (which will be this Friday, all going well) and have our plan of action finalised, I will share all of the details of how you can keep track of the swim (and might even be able to give an indication of the actual start day and time). It’s getting real now!

Travessia do Leme ao Pontal na mídia irlandesa

Na terça-feira passada, dia 28 de novembro, um dos jornais regionais de Cork, o Evening Echo, publicou um artigo sobre minha travessia do Leme ao Pontal. Escreveram um pouco sobre minha vida, como eu aprendi a nadar com meu avô, Tom Baker, no Rio Blackwater em Fermoy, minha atual profissão (sou ecólogo e trabalho numa consultoria de engenharia civil) e algumas das maiores travessias que eu já fiz, como o Canal da Mancha, a circunavegação de Jersey e de Fermoy a Youghal. Descreveram também a travessia do Leme ao Pontal e como esta prova é um novo tipo de desafio para mim. Veja o artigo abaixo:

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Dois dias depois, apareceu um outro artigo sobre a travessia, desta vez no The Avondhu, o jornal local na minha cidade natal. Publicaram uma boa descrição da travessia e como funciona a janela, além dos detalhes de uma semana típica do meu treinamento. Foi destacado a grande importância do aspecto psicológico da travessia: como é importante treinar não somente o corpo, mas também a mente, para você estabelecer a mentalidade de consistentemente atingir seus objetivos. Confira abaixo o artigo que saiu:

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Finalmente, na sexta-feira passada, 1º de dezembro, eu fiz uma entrevista de rádio com uma das estações do meu condado de Cork, a C103fm. A entrevista foi feita durante o programa Cork Today com a Patricia Messinger. Conversamos na maior parte sobre os mesmos temas que foram incluídos nos artigos acima, mas a Patricia me fez uma pergunta importante: “como você financia suas travessias?” Na hora eu fiquei surpreso e eu não tinha como responder, além de: “direto do meu salário”, o que é verdade. Acho que ela estava tentando me dar uma oportunidade de agradecer aos meus patrocinadores (não tenho nenhum, mas não por não querer!). De qualquer jeito, agradeci à minha família e aos meus amigos pelo imenso apoio moral e técnico que eles me dão e expliquei que, infelizmente, não recebo apoio financeiro. Se você quiser, pode escutar o programa aqui (minha entrevista começa a 1:00:57)…

Esta questão de como financiar travessias em águas abertas ou (ultra-) maratonas aquáticas, que podem ser bem caras, é uma questão meio polêmica no nosso esporte e um assunto muito mal entendido entre as pessoas que não nadam. Mas é um assunto para ser discutido em outro blogue! Por ora, continuamos rumo ao Pontal…

 

Counting down the days!

A long year of training is finally over and I’m now just a week out from heading off to Rio for my 35 km swim from Leme to Pontal. It’s been a struggle at times, but at last I’m feeling both physically and mentally ready. Last Sunday morning, I had my last sea swim in Ireland for this year: a leisurely lap of Sandycove Island with friends and training buddies, followed by the customary confectionery…

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A total of 47 swimmers swam at Sandycove last Sunday and, despite the water temperature being between 10ºC and 11ºC, about half swam a full lap of the island without wetsuits!

This week is my last week of training and it will be an easy one to ensure that I stay injury-free before arriving in Rio, so my real challenge for this week will be to try to stay motivated at work while I can do little other than visualise the swim!

Over the next week and a bit, I will be posting details of how you can follow the swim in real time. So keep an eye out for those…

“Qual é a data da travessia?”

Bastante gente tem me perguntado qual é a data da minha travessia a nado do Leme ao Pontal e algumas pessoas ficam um pouco confusas sobre o porquê de não ter uma data específica, então achei que seria uma boa ideia escrever um texto curto para explicar a situação…

Minha janela de travessia é de 16 a 22 de dezembro e esta é confirmada. O motivo de reservar um período de uma semana (em vez de marcar um dia só) é o seguinte: a travessia exige boas condições de mar, e como a rota fica numa costa exposta, estas condições não podem ser garantidas na hora de reservar o nado, que pode ser meses ou até anos antes da tentativa. Então, reservar sete dias e não um, significa que eu terei uma chance bem melhor de realizar o desafio.

Assim que chegarmos no Rio, vou ficar diariamente em contato com a Leme to Pontal Swimming Association para discutir a previsão do tempo e eu devo ser capaz de confirmar a data e hora do começo da travessia um dia ou dois antes. Fiquem de olho aqui para receber notícias!

“What date is the swim?”

A lot of people have been asking me about the date of my Leme to Pontal swim and some are a bit confused by why there isn’t yet a fixed date, so I thought I’d write a quick aside to explain the reason for this…

My swim window is 16-22 December and this is fixed. The reason for booking a seven-day window rather than a single date is that the swim requires reasonably calm sea conditions for the best part of a day, something that, given the local climate and exposed nature of the route, cannot be guaranteed for any given day at the time of booking the swim, which is often months or even years beforehand. So, booking seven days rather than just one means that I have a much better chance of actually getting to swim.

From the day I arrive in Rio, I will be in regular contact with the Leme to Pontal Swimming Association to discuss weather forecasts and should be able to confirm the actual date and time that I will start the swim a day or two in advance. Keep an eye out for updates!

On the home stretch!

Artigo em português

Only 36 days to go?! Really?! How?!

All of a sudden, the swallows have disappeared, the summer is a distant memory and I’m in the final phase of my training for Leme to Pontal. My last open water training swim in Ireland was a 2 km dash in and out of the sea in Myrtleville on the October bank holiday and I’m now full-time in the full for the final push.

Myrtleville 20171030

Myrtleville on the morning of my last non-wetsuited open water swim in Ireland for the year.

With the goal that I’ve been working (and, at times, struggling) towards in sight, it’s become much easier to train. Getting up early to go for my pre-work pool session no longer requires discipline; it just happens, automatically; panic gets me up and out before I even get to think about taking a lazy morning. There’s nothing like a deadline!

This week and next week, I am doing big-ish metres in the pool, and then I will start tapering down for the big event…