A hora está chegandooo!

Desde que cheguei ao Rio de Janeiro terça-feira de manhã, eu venho aproveitando o mar em Copacabana e conhecendo alguns dos nadadores de lá, além de alguns dos outros nadadores que estão se desafiando na travessia do Leme ao Pontal, inclusive a Sabrina Mazzola (a primeira gaúcha a fazer esta prova, que completou-a na segunda-feira) e o Thiago Toshio Rebollo (paulista que bateu um novo recorde incrível de 7:02:34 hoje de manhã).

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Meu primeiro nado de manhã com a Equipe Navegantes no Posto 6 em Copacabana.

Também tenho ficado de olho na previsão de tempo e em contato com o Adherbal Treidler de Oliveira, secretário da Leme to Pontal Swimming Association. Hoje à tarde, foi confirmado que a minha travessia começará neste domingo (dia 17 de dezembro) a 1h00 horário local (da madrugada do sábado para o domingo). O time todo já está junto aqui no Rio, então estamos quase pronto para entrar na água!

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Toda a equipe finalmente em um lugar só!

O link para acompanhar minha travessia num mapa é track.rs/owenrj. Tweetando em português (e um pouquinho em inglês) será meu namorado, Wagner, na conta dele @wsshernandes. A Leme to Pontal Swimming Association também vai publicar atualizações em português na sua página de Facebook. Tweetando em inglês (e de vez em quando em irlandês) será minha irmã, Amy, na minha própria conta @owenswims93. Meu time de apoio fará seu melhor para manter todos estes modos de comunicação funcionando bem durante a travessia…

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Fiquei muito feliz com esta sunga (presente de Natal cedo) que a família de Souza Siqueira Hernandes me mandou para usar durante a prova!

Vamos lá!!! #partiupontal #owenswimsBR

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O porquê do “Peixe da Planície”

Fermoy Fish • Eo na Mainistreach • Peixe da Planície

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O brasão de Fermoy, com dois peixes (salmões).

Estes três apelidos aparecem no título deste blogue, mas imagino que tem muita gente que não conhece as origens deles. Assim sendo, deixe eu explicar!

Inglês: Um dia após minha travessia a nado de Crosshaven a Blackrock, um jornal local me descreveu como Salmon Boy (“menino-salmão” em inglês). Eles me chamaram de “salmão” porque o sentido do nado (do mar para o rio) os fez lembrar do salmão-atlântico (Salmo salar) nadando rio acima às zonas de desova para completar seu ciclo de vida. Esta espécie tem muita importância cultural e econômica na Irlanda, inclusive na minha cidade natal de Fermoy nas margens do Rio Blackwater, onde ela ocupa um lugar de destaque no brasão da cidade. Acho que eles referiram a mim como Boy porque, naquela época, eu era um boy mesmo (só tinha 15 anos de idade). Mesmo assim, muita gente começou a me chamar de Fermoy Fish em vez de Salmon Boy – fiquei grato que as pessoas cometeram esta corruptela, pois achei que este último carregou um tomzinho de desrespeito. De qualquer jeito, foi o Fermoy Fish que ficou…

Evening Echo Crosshaven to Blackrock

O artigo na edição do Evening Echo no dia 29 de agosto de 2008 em que fui chamado pela primeira e, infelizmente, não a última vez de Salmon Boy.

Irlandês: De acordo com o tema de peixes, eo é uma velha palavra da língua irlandesa que significa “salmão” – An tEo Fis ou, mais contemporaneamente, An Bradán Feasa (“O Salmão da Sabedoria” em português) é um símbolo nacional de conhecimento. Para se referir à minha cidade natal, então: O nome irlandês da cidade é Mainistir Fhear Maí, que significa “Mosteiro dos Homens da Planície”, e o gentílico da cidade é “Mainistreach”. Então, Eo na Mainistreach quer dizer “Salmão do Mosteiro (no sentido gentílico)”.

Flóirín 1928

O salmão na moeda do flóirín (dois xelins) do então Estado Livre Irlandês em 1928. Este lindo peixe permaneceu em nosso dinheiro até a introdução do euro (€) em 2002.

Português: “Peixe” não precisa de mais explicação. A lógica de usar “da Planície” em vez de um dos gentílicos estabelecidos da minha cidade talvez não seja tão óbvia assim, mas calma aí que explico! Lembre-se que o nome irlandês da minha cidade significa “Mosteiro dos Homens da Planície” (e não o que se diz na Wikipédia)… Daí, fique sabendo que minha única conexão com a língua portuguesa é que meu namorado é Campista, ou seja, ele é de Campos dos Goytacazes, uma cidade histórica na planície goitacá. Então, escolhi o apelido “Peixe da Planície” como um jeito bonitinho de reconhecer nossas duas cidades natais em uma palavra só. Além disso, a primeira consoante e a última vogal de “Planície” refletem as de “Peixe”, fazendo com que o “Peixe da Planície” seja um pouco mais memorável.

Campos dos Goytacazes por Owen O'Keefe

Campos dos Goytacazes – RJ. (Foto: Owen O’Keefe)

Espero que, após ler esta publicação, o título meio-estranho deste blogue faça um pouco mais sentido para vocês meus leitores. Por favor, continuem o seguindo para ver todas as atualizações quanto às minhas provas na disciplina das maratonas aquáticas, além de mais postagens como esta! (Eu sei que é um pouco chato esta maneira de publicar aleatoriamente, então se você quiser receber notificações quando eu publicar algo novo só é preciso clicar em Subscribe no canto superior direito…)

Um novo desafio para 2017

Por onde começar? Eu ia pedir desculpas por minha longa ausência deste blogue, mas sendo esta minha primeira postagem em português, suponho que faz mais sentido dar uma pequena introdução para quem não me conhece como nadador de águas abertas…

Chart – Lance Oram

A rota da minha travessia do Canal da Mancha, 21 de setembro de 2009. A curva é por causa das fortes correntes que estão presentes neste estreito.

Sou nadador desde uma época de que eu mesmo não lembro – aos seis meses de idade, minha avó começou a me levar semanalmente à piscina municipal da minha cidadezinha, Fermoy, no interior da Irlanda. Aos sete anos, comecei a nadar todos os dias no Rio Blackwater durante o verão com meu avô, e no mar aos domingos – nadar em águas abertas para mim foi uma maravilhosa união de duas coisas que me davam muita alegria: a natação e a natureza. Aos nove anos, entrei no Fermoy Swimming Club e aprendi a nadar com mais força, mais velocidade e mais eficiência. Isto me capacitou para entrar no mundo da natação competitiva de águas abertas aos treze anos de idade.

Em 2006, participei na minha primeira “Vibes & Scribes” Lee Swim no Rio Lee, no centro da cidade de Cork. Daí começou a loucura toda… Em setembro de 2007, nadei minha primeira travessia de 5 km no mar, e em novembro do mesmo ano, reservei minha travessia do Canal da Mancha, que eu completei em setembro de 2009 como o irlandês então mais rápido (com 10 h 19 min) e mais jovem (aos 16 anos). Desde então, eu continuei a nadar vários percursos famosos, como o Estreito de Gibraltar, outros não tão famosos, como o Estreito de Tory, e outros que tinham um significado mais pessoal, como os 60 km de Fermoy para o mar em Youghal. Tem mais detalhes da minha história de maratonas aquáticas na minha página da Openwaterpedia (disponível somente em inglês).

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Saindo da água após nadar de Fermoy para Youghal, com meu avô de segurança! (Foto: Lee Fox)

Desde que eu formei e comecei a trabalhar, não tenho nadado tanto. Por isso, tenho sentido saudade da água, que é meu lar, e recentemente resolvi marcar um novo desafio para este ano. Ao escolher essa nova meta, estou voltando a algo bastante familiar, mas em um ambiente bem novo para mim…

A travessia do Leme ao Pontal, no litoral do Rio de Janeiro (capital), tem 35 km de distância – quase igual ao Canal da Mancha – só que fica no outro lado do mundo! Tenho experiência de nadar uns 35 km no mar aberto, em águas frias, acompanhado por um barco e tal. O que será novo para mim neste novo desafio é aquele sol intenso e calor infernal do Rio de Janeiro em dezembro!

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Praia de Copacabana ao pôr do sol. (Foto: Owen O’Keefe)

O treinamento já começou com força e estou aumentando a quantidade e intensidade do mesmo de acordo com um programa desenhado especificamente para essa prova. Aqui neste blogue, vou escrever sobre meu progresso… Então, se isto for algo que talvez te interesse, fique de olho aqui!